Semeando Negócios

Glossário

Glossário

Conjunto de atividades relacionadas ao acompanhamento e aconselhamento a empreendimentos, por tempo determinado, nos aspectos técnicos, jurídicos e mercadológicos, visando auxiliá-los na modelagem de negócio, implantação de soluções e tecnologias, realização de protótipos e versão de testes de mercado, pesquisa com clientes e outras atividades de educação para desenvolvimento de negócios, bem como a aproximação com o ecossistema de empreendedorismo e sustentabilidade, podendo envolver, inclusive, a realização de incentivos financeiros a negócios previamente selecionados.

Técnica que enxerga a fazenda como um organismo vivo, único e interconectado, onde solo, plantas, animais e seres humanos formam um ciclo de saúde e energia. Esta prática se destaca pelo uso de preparados biodinâmicos específicos — substâncias naturais processadas que buscam vitalizar a terra — e pelo acompanhamento rigoroso de um calendário astronômico. Assim, atividades como plantio e colheita são coordenadas com as fases da Lua e as posições dos planetas, buscando sintonizar a produção agrícola com as forças rítmicas do universo.

Forma de cultivo que propõe uma relação de profundo respeito e espiritualidade com a terra, encarando o solo como um ente dotado de vontade e força vital própria. Diferente de outras vertentes orgânicas, essa corrente busca a pureza máxima do ecossistema, evitando até mesmo o uso excessivo de adubos de origem animal ou fertilizantes externos, partindo da premissa de que a natureza possui a inteligência necessária para nutrir as plantas. O objetivo central é permitir que o solo expresse seu potencial máximo sem interferências que possam “viciar” ou contaminar a essência dos alimentos produzidos.

Método que busca imitar a dinâmica das florestas tropicais para produzir comida enquanto recupera áreas degradadas. Baseado em conhecimentos de populações tradicionais, organiza as plantas através da sucessão natural e da estratificação, induzindo à ocupação de diferentes “andares” de luz ao longo do tempo para que as espécies se ajudem em vez de competirem. A grande ferramenta desta corrente é a poda estratégica, que atua como um motor biológico: ao podar, se acelera a ciclagem de nutrientes e envia sinais químicos de crescimento para todo o sistema, gerando abundância e biodiversidade em um processo de organização crescente.

Representam a ciência e a arte do manejo de abelhas e de seus subprodutos, diferenciando-se essencialmente pelas espécies criadas e seus impactos no ecossistema. Enquanto a apicultura foca na criação da abelha Apis mellifera (conhecida pelo ferrão e pela alta produtividade), visando a escala comercial de mel, cera e própolis, a meliponicultura é a criação técnica de abelhas nativas sem ferrão, como a Jataí e a Uruçu, desempenhando um papel insubstituível na preservação da flora local e da biodiversidade brasileira. Ambas as práticas são pilares fundamentais para qualquer sistema agrícola, pois dependem de ambientes limpos para prosperar e, em troca, oferecem o serviço vital da polinização, garantindo a reprodução das plantas e a saúde dos biomas enquanto transformam o néctar das flores em alimentos de alto valor medicinal e nutricional.

Uma entidade sem fins lucrativos que une pessoas em torno de um objetivo social, técnico ou político. Diferente da cooperativa, todo o dinheiro que entra deve ser reinvestido na própria associação, não havendo divisão de lucros.

Desenvolvimento de atividades e promoção de hábitos que resultam em benefícios ao meio ambiente, tais como gestão de resíduos sólidos (separação e destinação adequada, compostagem, etc), conservação de solo e cobertura seca (mulching), manutenção de áreas verdes preservadas, reúso de água (captação e armazenamento de água das chuvas em cisternas, aproveitamento de águas cinzas, etc), utilização de energias renováveis, saneamento ecológico (biodigestor, bacia de evapotranspiração etc.), criação de abelhas sem ferrão, dentre outras.

Sistema oficial do Ministério do Turismo que registra pessoas físicas e jurídicas do setor turístico no Brasil, sendo gratuito e obrigatório para agências, meios de hospedagem, guias, transportadoras, organizadoras de eventos e parques temáticos. Desde 2025, pode ser efetuado por agricultores familiares e produtores rurais que oferecem serviços turísticos.

Conjunto das atividades/etapas do processo de um produto/serviço, desde a sua matéria-prima até o produto final – incluindo os agentes envolvidos.

É o registro oficial do Produtor Rural Pessoa Física. Permite emitir notas fiscais, acessar linhas de crédito agrícola específicas e obter descontos em insumos e veículos, sem a necessidade de abrir uma empresa comercial.

  • Ato pelo qual um organismo de avaliação da conformidade credenciado dá garantia por escrito de que uma produção ou um processo claramente identificado foi metodicamente avaliado e está em conformidade com as normas de produção orgânica vigentes.
    • Organização de Controle Social – OCS: O Controle Social é um sistema mais simples de controle sobre a conformidade orgânica que permite a venda apenas de forma direta ao público consumidor, ao mesmo tempo em que proporciona aos produtores terem reconhecimento e valor agregado na venda direta de seus produtos. As OCSs compõem um mecanismo desburocratizado de inclusão de produtores que apenas necessitam contemplar apenas a venda direta de seus produtos, possibilitando que os agricultores possam comercializar seus produtos com reconhecimento do manejo orgânico adotado.
    • Sistema Participativo de Garantia: Caracteriza-se pela responsabilidade coletiva dos membros do sistema, que podem ser produtores, consumidores, técnicos e demais interessados. Para estar legal, um SPG tem que possuir um Organismo Participativo de Avaliação da Conformidade (OPAC), legalmente constituído. Esta modalidade de certificação permite comercialização da produção orgânica em todo o território nacional.

Auditoria: processo pelo qual uma entidade certificadora independente (terceira parte), credenciada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) e pelo Inmetro, avalia e garante, por escrito, que um sistema de produção agrícola ou processamento cumpre as normas da legislação brasileira de produtos orgânicos, nos termos da Lei Federal nº 10.831/2003.

processamento controlado de resíduos orgânicos que resulta na sua transformação em composto orgânico por meio da ação de microorganismos (bactérias e fungos) e macroorganismos (minhocas e insetos). Pode ser realizada com diversas técnicas, que propiciam o processo biológico natural da decomposição por meio do equilíbrio entre materiais “verdes”, ricos em nitrogênio (restos de legumes, aparas de grama etc.), e materiais “marrons”, ricos em carbono (como folhas secas, palha, serragem ou papelão).

Uma união de pessoas com objetivos econômicos comuns. É gerida de forma democrática (cada sócio tem um voto) e os resultados financeiros (“sobras”) são divididos entre os cooperados ao final do ano.

abordagem técnica focada na produção máxima de alimentos em espaços mínimos, sendo ideal para a escala familiar e urbana. A estratégia baseia-se na saúde extrema do solo, alcançada por meio da “escavação dupla” para garantir raízes profundas e bem oxigenadas, e no plantio em padrões hexagonais que otimizam o microclima e a umidade. O sistema é desenhado para ser autossuficiente, priorizando culturas que geram grande quantidade de biomassa para compostagem, garantindo que a fertilidade seja mantida sem insumos externos.

Processo de aprendizado que se desenvolve a longo prazo, por meio de  ações que visam despertar e sensibilizar sobre a necessidade e a importância de se recuperar, preservar e conservar os recursos naturais e a biodiversidade, ou seja, o meio ambiente na totalidade. Além disso, se faz necessário que tais ações sejam correlacionadas com questões de cunho social e cultural. Pode ser desenvolvida e aplicada a diferentes segmentos da sociedade, mediante a  uma ação planejada e desenvolvida com responsabilidade para ser possível a formação de cidadãos aptos a terem posicionamentos críticos sobre a sustentabilidade.

Destinada a empresas com faturamento entre R$ 360 mil e R$ 4,8 milhões anuais. É o modelo para quem já possui uma operação logística e comercial de médio alcance.

Benefício econômico obtido sem o recebimento de dinheiro, mas que representa uma economia ou ganho de valor. Por exemplo, quando uma pessoa agricultora consome alimentos produzidos em sua própria plantação e, com isso, deixa de gastar no mercado, há geração de renda indireta.

Consiste em ações de não geração, redução, reutilização, reciclagem, tratamento dos resíduos e disposição final ambientalmente adequada dos rejeitos.

A licença sanitária na cidade de São Paulo, formalizada pelo CMVS (Cadastro Municipal de Vigilância em Saúde), é o “selo de aprovação” da COVISA que autoriza o funcionamento de estabelecimentos de alimentação, saúde e serviços, garantindo que operem sob normas rígidas de higiene. Gerenciada de forma digital pelo sistema VRE/REDESIM, sua emissão é baseada no risco da atividade: para negócios de baixo ou médio risco, o licenciamento é automático e sai na hora após o preenchimento dos dados; já para atividades de alto risco, a prefeitura exige uma inspeção técnica prévia antes de liberar o documento, assegurando que o local está devidamente preparado para não oferecer riscos à saúde pública paulistana.

Para negócios que já cresceram além do MEI. Permite faturamento de até R$ 360 mil por ano, permite a contratação de mais funcionários e exige o acompanhamento obrigatório de um contador.

A forma mais simples e barata de ter um CNPJ. É voltada para quem trabalha sozinho (permite apenas 1 funcionário) e fatura até R$ 81 mil por ano, com impostos fixos mensais reduzidos. Permite a inclusão simultânea de códigos CNAE (Cadastro Nacional de Atividades Econômicas) de agricultura (Horticultura, Cogumelos, Morango, Apicultura etc.) e de prestação de serviços (Alimentação, Turismo etc.).

Produtos derivados da meliponicultura, que é a criação de abelhas sem ferrão, obtidos a partir das atividades dessas abelhas ou do manejo racional de suas colmeias. Incluem, entre outros, mel de abelhas sem ferrão, pólen, própolis, cerume, geoprópolis e subprodutos utilizados para fins alimentares, medicinais, cosméticos, artesanais ou educativos, respeitando as normas sanitárias, ambientais e de manejo sustentável.

Os impactos podem ser vistos como os efeitos finais ou mudanças desejadas em última instância por uma iniciativa/empreendimento, como resultados superiores, pontos de chegada desafiadores, distantes e influenciados por muitos fatores. Os impactos podem ter diversas dimensões: redução dos custos de transações; redução de condições de vulnerabilidade; ampliação de possibilidades de aumento da renda; promoção de oportunidades de desenvolvimento; fortalecimento da cidadania e dos direitos individuais.

Implementação de algo novo ou aprimorado, como um produto, serviço, processo, método de gestão ou de marketing, que traga melhorias significativas para a forma como a iniciativa atua, produz ou se relaciona. Envolve o uso de ideias novas e aderentes ao local para gerar resultados mais eficientes, sustentáveis e criativos.

Unidades produtivas (sítios, chácaras etc.) que desempenham atividades voltadas à agricultura comercial ou de autoconsumo, turismo rural e/ou beneficiamento de produtos naturais, incluindo de frutas nativas da mata atlântica.

Ferramenta que visa o planejamento de todas as etapas referentes ao desenvolvimento da aceleração da iniciativa, obtendo uma visão ampla dos objetivos do programa para cada Negócio Rural contemplado. Deverá conter a descrição da iniciativa, a definição de 1 meta, a relação de atividades e cronograma mensal, orçamento detalhado de produtos e serviços (especificação, quantidade, valor, frete e link de referência) para o uso dos 30 mil reais, em correspondência às atividades propostas e compromisso comunitário acordados.

Conjunto de registros e materiais que mostram a trajetória, experiência e atividades desenvolvidas pelas proponentes e pelo Negócio Rural. O portfólio pode incluir, por exemplo, fotos, vídeos, relatos curtos, certificados, reportagens, publicações em redes sociais, materiais de divulgação, listas de produtos, registros de participação em feiras, cursos ou projetos, entre outros documentos que ajudem a comprovar a atuação e a experiência do negócio. Não é necessário um material profissional ou elaborado — registros simples, feitos com celular, são aceitos, desde que representem a realidade do trabalho desenvolvido.

conjunto de informações apresentadas pelo(a) proponente no ato da inscrição para participar do processo de seleção deste edital, contendo a descrição do negócio rural, os objetivos da iniciativa, as ações que se pretende desenvolver e os resultados esperados, bem como a indicação de como o aporte de fomento no valor de R$ 30.000,00 (trinta mil reais) poderá contribuir para o desenvolvimento ou fortalecimento da atividade. A proposta deverá estar em consonância com as regras e diretrizes estabelecidas neste edital e alinhada a um dos eixos temáticos do programa: Turismo de Vivência Rural ou Beneficiamento de Produtos.

pessoa física responsável pela inscrição e representação do Negócio Rural no âmbito do Edital.

política pública (Resolução Conjunta SAA/SIMA/SJC nº 01/2022) que orienta agricultores convencionais para práticas orgânicas e sustentáveis. Com adesão voluntária, o processo dura até 5 anos, oferecendo acompanhamento técnico para certificar a conversão, focando em solo vivo, biodiversidade e redução de agroquímicos. O objetivo é promover boas práticas agroambientais e o uso sustentável dos recursos naturais por agricultoras e agricultores, além de fomentar o incremento da produção, da oferta e do consumo de alimentos saudáveis e agrobiodiversos.

aplicável para produtores de vinhos (Lei Federal nº 12.959/2014) e de polpas de frutas e sucos artesanais (Decreto Federal nº 10.026/2019), é obrigatório e realizado digitalmente pelo sistema SIPEAGRO, funcionando como a chancela federal de que a produção segue os Padrões de Identidade e Qualidade (PIQ) e as Boas Práticas de Fabricação. Para o produtor rural e a agricultura familiar, a legislação oferece caminhos simplificados, permitindo a formalização com exigências de infraestrutura proporcionais à pequena escala, desde que a matéria-prima seja majoritariamente própria. O processo exige o registro tanto do estabelecimento quanto de cada produto/rótulo individualmente, garantindo a rastreabilidade e a segurança alimentar necessárias para que o produtor possa comercializar legalmente suas bebidas em todo o território nacional.

Programa da Prefeitura de São Paulo, realizado na Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Trabalho (SMDET) na Coordenadoria de Agricultura. Tem como objetivos principais: estimular a conservação ambiental por meio da geração de emprego e renda locais, ampliação e manutenção de serviços ecossistêmicos por meio de técnicas de manejo de base agroecológica, fortalecer os locais de agricultura existentes na cidade de São Paulo, melhoria de qualidade de vida e promoção de segurança e soberania alimentar e fomentar novas hortas e locais de agricultura na cidade. São parte do programa Sampa+Rural a plataforma Sampa+Rural, que mapeia locais de agricultura, e o Acelerando Hortas, que impulsiona as cadeias produtivas de agricultura na cidade.

Realização do direito de todos ao acesso regular e permanente a alimentos de qualidade, em quantidade suficiente, sem comprometer o acesso a outras necessidades essenciais, tendo como base práticas alimentares promotoras de saúde, que respeitem a diversidade cultural e que sejam social, econômica e ambientalmente sustentáveis.

É a “vitrine” oficial dos produtos do campo brasileiro, servindo como uma ferramenta de rastreabilidade e valorização da identidade social e produtiva do pequeno produtor. Gerido pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), o selo funciona como um selo de origem que permite ao consumidor identificar produtos que vêm diretamente de famílias rurais, assentamentos ou comunidades tradicionais.

sistema de controle do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA). Ele avalia se os produtos de origem animal (carne, leite, ovos, mel, pescado e seus derivados) respeitam as legislações nacionais e internacionais de segurança alimentar. A comercialização pode ser realizada tranto para o território nacional quanto para exportação.

A modalidade artesanal do Sistema de Inspeção de São Paulo é o conjunto de normas que regulamenta a produção em pequena escala de produtos comestíveis de origem animal que preservam características tradicionais ou regionais, possibilitando o registro de estabelecimentos artesanais que processam (transformam) carnes, leite, ovos, produtos apícolas, meliprodutos e pescados em escala limitada com regras específicas de local e higiene. A comercialização é permitida apenas dentro do estado de São Paulo.

Fornecem soluções para diminuir os influxos de substâncias, reduzir o consumo de energia e as emissões, reaproveitar os subprodutos e minimizar os problemas da eliminação de resíduos. Melhoram a eco-eficiência, ou seja, permitem “fazer mais com menos”, apoiam a aplicação de sistemas de gestão ambiental e tornam os processos produtivos mais ecológicos. Tais tecnologias, também denominadas “tecnologias socioambientais”, objetivam regenerar e conservar o meio ambiente, bem como monitorar ou reduzir os danos que o ser humano causa ao consumir os recursos ambientais. Além disso, representam soluções para a inclusão social e melhoria das condições de vida, atendendo quesitos de fácil aplicabilidade e replicabilidade, simplicidade, baixo custo e impacto social comprovado

Tecnologias utilizadas com o objetivo de preservação dos recursos naturais e o desenvolvimento social e econômico para as próximas gerações.

é o local (sítio, chácara, etc) onde se desenvolve as atividades de cultivos vegetais, criação de animais e infraestrutura agrícola — incluindo Turismo Rural e Beneficiamento de Produtos Naturais, voltada, geralmente, a produção de alimentos, matérias-primas e geração de renda por meio de serviços e práticas rurais, como o turismo de vivência rural.

Para os fins deste programa, é um grupo formal ou informal constituído por agricultores(as) familiares, produtores(as) rurais ou empreendedores(as) de turismo rural que se organizam de forma colaborativa para desenvolver, fortalecer ou promover atividades econômicas de interesse comum. As organizações coletivas podem assumir diferentes formatos, como cooperativas, associações, coletivos ou outras formas de articulação entre produtores, e têm como objetivo ampliar a capacidade produtiva, a comercialização, a troca de conhecimentos, o acesso a recursos e o fortalecimento territorial das atividades desenvolvidas por seus integrantes.